Me deixei enganar, me deixei cair, fui fraca, fugi para não enxergar, agora me encontro em êxtase, parada olhando para o nada, tentando enxergar onde na corrida da vida eu estava e me deparei quem nem sequer sair do ponto de partida. Foi de se espantar a maneira como analisei tudo, ao menos pensei, ao menos acordei. O ser humano se descobre a todo tempo, uma procura intensa e as vezes cansativa do seu "eu" e por si descobrir a todo instante, não há definição do "quem sou eu" a não ser frases já ditas pela qual não foi você que fez. Por não entender nada, também não fiz perguntas deixei acontecer. Fiz uma música a minha maneira, com minhas notas, com minhas regras e ao concluir, ela não fazia sentido algum, não tinha ao menos melodia e descobrir isso depois de tanto tempo machuca que chega a sangrar, tentei mais uma vez entender, fiz misturas, me confundi, então cai é o pior que nem me esforcei pra levantar, me senti só, vi que onde era para eu estar, estava vazio e percebi que passar por essas fases de tantas confusões e frustrações faz parte, que chorar faz parte, faz parte do aprendizado dessa longa caminhada. Se eu não estava no respectivo lugar onde era pra ser, e porque não estava preparada para tal, é porque não me ouvi, e sim ouvi e segui o caminho do que eu achava que era o certo,sem nem saber o significado da mesma. Cai em uma rotina que aprendi com o tempo, e em meio a essas oscilações da vida, apenas encontrei o erro e não a solução, mais fiquei zerada, encontrei o ponto chave para tanta complicação. Agora no momento não aprendi nada com tudo isso tudo e sim ficar com a incerteza se ainda vou cair novamente em outra armadilha, enfim, passou, só que ainda me encontro parada tentando encontrar o melhor caminho ou somente caminhar.
O passado presente
Já teve o tempo que o querer de ser maior e melhor era forte,já teve tempos que a luz dos meus olhos brilhavam com intensidade com o novo descoberto,já teve tempo de eu pensar no que escrever,já escrevi poemas,versos,textos,todos estes tão incompletos nesse mundo tão complexo.Rabiscar o papel sempre foi o meu melhor calmante ,alivia meus pequenos males,uma mente fértil que libera as melhores palavras na lembrança de um simples perfume,uma certa musica.Escrevendo me descubro,que as vezes levo alguns sustos com a leveza que escrevo palavras duras,aos meus olhos nunca mudei,ainda continuo uma menina,não é medo de amadurecer,até porque isso é inevitável,hoje com a idade que tenho sempre dou risadas de piadas passadas,me emociono com filmes passados como se fosse a primeira vez a assistir.Hoje não quero escrever nada de rimas,nenhum poema,aqui sempre foi meu refugio,meu abrigo e como eu disse no começo do texto,esse querer de ser melhor nunca ficou tão distante,não sei se é porque o melhor...
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